Video o quê? video histero... hã?? Não confundam histerossalpingografia e videolaparoscopia com videohisteroscopia.
Resolvi fazer esse post para falar de um procedimento super importante em ginecologia, mas que gera a maior confusão na cabeça de muita gente. Como eu trabalho com isso, vejo muitas pacientes perdidas, sem saber direito o que vão fazer, pra quê fazer e de que maneira fazer o procedimento.
Resolvi fazer esse post para falar de um procedimento super importante em ginecologia, mas que gera a maior confusão na cabeça de muita gente. Como eu trabalho com isso, vejo muitas pacientes perdidas, sem saber direito o que vão fazer, pra quê fazer e de que maneira fazer o procedimento.
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exame histeroscópico: aparelho dentro do útero (imagem do site da clineg) |
Existem três diferentes tipos de histeroscopia. Até médicos que não são especialistas se confundem, claro, e vocês verão o motivo.
Video-histeroscopia diagnóstica (exame, em ambiente ambulatorial, quando não é necessário fazer biópsia)
Video-histeroscopia cirúrgica para biópsia dirigida ou lise de sinéquias (também é um exame, realizado em ambiente ambulatorial ou hospitalar, com ou sem anestesia. Também pode retirar pequenos pólipos, sinéquias, retirar de corpo estranho, reposicionar DIU)
Video-histeroscopia com ressectoscópio (é a cirurgia propriamente dita, em ambiente hospitalar, necessariamente com anestesia)
Há muitas indicações para se realizar a histeroscopia:
Sangramento uterino anormal
Dor pélvica
Corrimento vaginal persistente
Pesquisa de infertilidade
Sangramento pós-menopausa
Auxílio na inserção de DIU e
reposicionamento de DIU
Retirada de corpo estranho
intra-uterino
Suspeita de incompetência
istmo-cervical
Diagnóstico e Acompanhamento de
doença trofoblástica gestacional
Laqueadura tubárea sem cirurgia
Pesquisa de alterações na
ultrassonografia pélvica, exemplo:
Espessamento endometrial
Suspeita de malformação uterina
Suspeita de pólipos, miomas
submucosos, líquido endometrial, cistos ou vesículas endometriais
Deve ser realizado após curetagem
por aborto, para prevenir e, até mesmo retirar eventuais sinéquias
Auxilio nos quadros de restos ovulares persistentes
A histeroscopia é mais precisa que a ultrassonografia e os demais exames de imagem porque ela tem a visão direta do interior do útero e do colo. Deste modo ela vê detalhes que os exames de imagem podem não ver.
Por isso é comum indicarmos a histeroscopia quando a paciente tem uma queixa, mesmo que a ultrassonografia seja normal.
Por isso é comum indicarmos a histeroscopia quando a paciente tem uma queixa, mesmo que a ultrassonografia seja normal.
Este exame tem cerca de 5 minutos de duração. A maioria é feita sem anestesia, em consultório. É difícil prever quem vai sentir dor, se a dor será suportável ou não. O fato é que a maioria das mulheres faz o exame sem anestesia e algumas se queixam de um pouco de cólica durante o exame ou sentem incômodo no momento em que o aparelho está passando do canal do colo para o interior do útero, devido a uma "portinha" que temos alí, o orifício interno, que pode estar muito fechada (estenosada), totalmente aberta (incompetente, nesse caso não dói nada) ou o que consideramos normal (competente) e o incômodo é passageiro e suportável. Às vezes eu acho que a paciente vai sentir dor e não sente, e às vezes eu penso que não vai sentir e sente. Porém nos casos em que a paciente está realizando o exame e sente dor que impede continuar o exame, é possível agendar para fazer o exame em centro cirúrgico, sobre anestesia. Há também casos em que a paciente prefere já fazer com anestesia no hospital.
Falando agora das possibilidades cirúrgicas, a histeroscopia também consegue realizar retiradas de pólipos, de miomas, retirar o endométrio ou parte dele (no tratamento de menstruações intensas, sangramentos uterinos por disfunção ovariana), corrigir septos intra-uterinos, etc. A técnica é parecida com a histeroscopia exame, mas o aparelho introduzido na cavidade uterina tem calibre maior e por dentro dele passa uma alça que, através de energia, corta e cauteriza o problema a ser tratado. É impossível um mioma com mais de 1cm sair inteiro pelo colo, por isso, essa alça vai fatiando o mioma em pedacinhos menores e os retirando de lá, ao mesmo tempo que cauteriza os vasos para parar o sangramento provocado pelo corte.
Este tipo de cirurgia é considerada minimamente invasiva, não apresenta cicatrizes, não leva ponto, a pessoa permanece internada apenas por algumas horas e em até 1 semana retorna às suas atividades normais. Eu falei um pouco dela no post sobre Miomas, pois os miomas submucosos, mesmo com componentes intramurais podem ser retirados através desta técnica.
Como qualquer procedimento cirúrgico, este também pode ter riscos de complicações. Mas devido ao avanço dos materiais utilizados, à experiência do cirurgião, habilidade e respeito aos seus limites, as complicações são bastante, bastante, bastante raras. Pode haver perfuração uterina com ou sem lesão de órgãos vizinhos, infecções, hemorragias, complicações anestésicas e um evento especial chamado Intravazamento (quando a solução usada para distender a cavidade passa para dentro dos vasos sanguíneos em quantidade suficiente para provocar alterações cardíacas, pulmonares ou cerebrais). Mesmo passível de complicações, a cirurgia histeroscópica é mais segura e vantajosa que cirurgias maiores.
Falando agora das possibilidades cirúrgicas, a histeroscopia também consegue realizar retiradas de pólipos, de miomas, retirar o endométrio ou parte dele (no tratamento de menstruações intensas, sangramentos uterinos por disfunção ovariana), corrigir septos intra-uterinos, etc. A técnica é parecida com a histeroscopia exame, mas o aparelho introduzido na cavidade uterina tem calibre maior e por dentro dele passa uma alça que, através de energia, corta e cauteriza o problema a ser tratado. É impossível um mioma com mais de 1cm sair inteiro pelo colo, por isso, essa alça vai fatiando o mioma em pedacinhos menores e os retirando de lá, ao mesmo tempo que cauteriza os vasos para parar o sangramento provocado pelo corte.
Este tipo de cirurgia é considerada minimamente invasiva, não apresenta cicatrizes, não leva ponto, a pessoa permanece internada apenas por algumas horas e em até 1 semana retorna às suas atividades normais. Eu falei um pouco dela no post sobre Miomas, pois os miomas submucosos, mesmo com componentes intramurais podem ser retirados através desta técnica.
Como qualquer procedimento cirúrgico, este também pode ter riscos de complicações. Mas devido ao avanço dos materiais utilizados, à experiência do cirurgião, habilidade e respeito aos seus limites, as complicações são bastante, bastante, bastante raras. Pode haver perfuração uterina com ou sem lesão de órgãos vizinhos, infecções, hemorragias, complicações anestésicas e um evento especial chamado Intravazamento (quando a solução usada para distender a cavidade passa para dentro dos vasos sanguíneos em quantidade suficiente para provocar alterações cardíacas, pulmonares ou cerebrais). Mesmo passível de complicações, a cirurgia histeroscópica é mais segura e vantajosa que cirurgias maiores.
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interior do útero visto pela histeroscopia. |
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cirurgia para retirada de pólipo |
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após a ressecção do pólipo |
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alça que realiza a cirurgia |