quarta-feira, 29 de junho de 2011

Seja doadora do sangue do Cordão Umbilical!

A gente pode doar sangue, alimentos, roupas, cobertores, medicamentos, brinquedos, doar os órgãos. Agora mesmo na TV está uma campanha de doação de instrumentos musicais. Agora, você sabia que pode doar sangue do cordão umbilical e placenta (SCUP)?

Quem está grávida ou teve bebê recentemente deve estar por dentro da existência dos bancos privados de armazenamento do sangue do cordão. Cellpreserve, Cordcell, Cryopraxis, Cordvida, são alguns exemplos. Mas em vários países, inclusive no Brasil, existe uma rede pública de bancos de armazenamento de sangue do cordão umbilical e placentário, que se chama BrasilCord, que recebe doações e prestam atendimento gratuito a pessoas que necessitam de células-tronco e que aguardam transplante de medula óssea.
As células-tronco (ou células progenitoras) estão presentes no sangue do cordão umbilical e placenta e são uma alternativa para pacientes que precisam de transplante de medula porque é muito difícil encontrar um doador de medula. 

Eu não sabia que esse serviço existia (mesmo como obstetra) e achei uma idéia excelente, a gente pode dar à luz a um filho e esperança a uma pessoa que precise de transplante de medula óssea. Resolvi divulgar!

Semana passada fiz um parto de uma paciente que optou por doar para o INCA (Instituto Nacional do Câncer) o sangue colhido do cordão e da placenta, na hora do parto. Funciona assim: Ela ligou para a central de atendimento, se cadastrou e aguardou a aprovação. Depois ela foi até o Inca e buscou o kit que já vem prontinho para a coleta. No dia do parto ela me entregou o kit e uma declaração para eu me responsabilizar pela coleta. Junto com o kit vem informações sobre como realizar a coleta, etc. Ao final, o marido dela levou o material de volta para o Inca.

Acho importante passar essa informação porque no site do Inca só diz que as maternidades públicas credenciadas realizam o serviço gratuito. Na verdade, quem tem bebê em maternidades privadas também pode doar!

Quem pode doar? Gestantes entre 18 e 36 anos, acima de 35 semanas de gestação e sem histórico de anemia familiar ou câncer. 

O texto abaixo foi extraído diretamente do próprio site do Inca. Escolhi as informações mais importantes. Não emiti opinião ou alterei qualquer frase. Para mais informações acesse o site, clique em "temas mais acessados" e escolha: "banco de cordão umbilical", e então clique em Perguntas e Respostas sobre o Banco do INCA, ou ligue para 2506-6563

ATENÇÃO! LEIA ESTAS INFORMAÇÕES E ENTENDA A IMPORTÂNCIA DESTES BANCOS PÚBLICOS DE ARMAZENAMENTO.

O sangue do cordão umbilical é utilizado para que tipo de tratamento?O sangue do cordão é uma das fontes de células-tronco para o transplante de medula óssea e este é o único uso deste material atualmente. O transplante é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune (cerca de 70 indicações).



O que é Brasilcord? É uma rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical. Hoje, estão em funcionamento as unidades do INCA no Rio de Janeiro, do Hospital Albert Einstein, do Hospital Sírio Libanês e dos hemocentros da Unicamp e de Ribeirão Preto, todos no estado de São Paulo. No restante do Brasil estão funcionando as unidades de Brasília, Florianópolis, Fortaleza e Belém. A instalação de bancos em todas as regiões do país é imporante para contemplar a diversidade genética da população brasileira. O INCA é responsável pela coordenação da Rede. A Portaria Ministerial nº 903/GM de 16/08/2000 e o RDC da Anvisa 153 de 14/06/2004regulamentam os procedimentos da Rede. A criação da Rede Brasilcord foi regulamentada pela Portaria Ministerial nº 2381 de 28/10/2004.

Como é feita a coleta de SCUP?Após o nascimento, o cordão umbilical é pinçado (lacrado com uma pinça) e separado do bebê, cortando a ligação entre o bebê e a placenta.
A quantidade de sangue (cerca de 70 - 100 ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada para uma bolsa de coleta.
Em seguida, já no laboratório de processamento, as células-tronco são separadas e preparadas para o congelamento.
Estas células podem permanecer armazenadas (congeladas) por vários anos no Banco de Sangue de Cordão Umbilical e disponíveis para serem transplantadas. Cabe ressaltar que a doação voluntária é confidencial e nenhuma troca de informação será permitida entre o doador e o receptor.

Quanto tempo o sangue do cordão pode ficar congelado?O tempo é indefinido, existem bolsas de sangue de cordão congeladas há mais de 20 anos.

Quais são as vantagens do SCUP?A principal vantagem é que as células do cordão estão imediatamente disponíveis. Não há necessidade de localizar o doador e submetê-lo à retirada da medula óssea. Além disso, não é necessária a compatibilidade total entre o sangue do cordão e o paciente. Com o uso do cordão umbilical é permitido algum nível de não compatibilidade, ao contrário do transplante com doador de medula óssea, que exige compatibilidade total.

Existe algum risco para a mãe ou para o bebê? Não, não existe nenhum risco. Lembre-se que tanto a placenta, quanto o sangue que fica armazenado nela, têm sido tratados, até então, como lixo. Obviamente, as equipes de coleta atuam somente com o consentimento do obstetra, garantindo que nada interfira no parto.

Caso o filho(a) da gestante que doou seu SCUP necessitar de um transplante de células-tronco, ele(a) terá prioridade?Não. Entenda que a doação, por todos os fatores que mencionamos, não significa que o material foi crioprerservado, pois terá que atender critérios de qualidade estipulados pela lei. Uma vez que o SCUP esteja criopreservado e disponível para uso, caso não tenha sido utilizado por outro paciente, o mesmo será selecionado para o doador.

Quais as principais diferenças entre os bancos públicos e privados?
São serviços diferentes. O banco público disponibiliza as unidades imediatamente para quaisquer pacientes brasileiros que precisem de transplante de medula óssea e não tenham um doador familiar. A coleta é realizada com controles de qualidade e segurança e as unidades são utilizadas para indicações precisas, sem ônus para o paciente que irá se beneficiar. É a única modalidade recomendada pelos organismos internacionais e por publicações científicas. O banco privado tem legislação específica, de cunho comercial, com ônus para as famílias que desejam armazenar o sangue. Além disso, as indicações e aproveitamento do material são duvidosos, já que não existem publicações extensas sobre os resultados obtidos com uso de cordões armazenados em bancos privados. Armazenar o sangue do cordão em um banco privado é uma aposta num futuro que a ciência ainda não comprovou.

Qual o posicionamento do Ministério da Saúde com relação aos bancos privados?
O Ministério da Saúde e a coordenação da Rede Brasilcord são contrários a esta atividade, principalmente pela falta de utilidade pública e pela forma enganosa como tem sido feita a propaganda dos bancos privados. Os órgãos internacionais recomendam que não deve ser feito investimento público em bancos privados.

Gestantes! Vamos fazer uma boa ação???

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa adorei o blog parabéns