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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Mais vacinas, por favor!

Boa noite!!!

Começando o ano trazendo uma notícia anunciada pelo governo em outubro do ano passado... Agora em janeiro os meninos também poderão se vacinar contra o HPV. Parabéns às autoridades que, FINALMENTE, entenderam a importância da vacinação para MENINOS. Avanço no combate aos tipos de câncer provocados por este vírus tão disseminado no mundo todo... 
ENTÃO, MENINOS E MENINAS, TODOS SE VACINANDO, OK?

Ministério da Saúde anuncia vacinação contra HPV para meninos

Desde 2014, vacina é oferecida para meninas de forma gradual.
Vacina protege principalmente contra câncer de colo do útero nas meninas.

vacina contra o HPV: baixa procura no Estado do Rio (Foto: Divulgação/Maurício Bazílio/SES)

A partir de janeiro 2017, meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina. A faixa etária será ampliada gradualmente até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de 9 a 13 anos. O esquema vacinal consistem em duas doses, com intervalo de seis meses.
Segundo o Ministério da Saúde, estudos feitos em outros países mostram que a inclusão dos meninos contribui para a diminuição do câncer de colo do útero e vulva das mulheres, já que isso possibilita a diminuição da circulação do vírus na população, o que beneficia o público feminino.
Além disso, os próprios meninos serão beneficiados, já que a vacina protege contra câncer de pênis, garganta, ânus e verrugas genitais, problemas também relacionados ao vírus.
A vacinação contra HPV para meninos também é usada nos Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá. A inclusão dos meninos na vacinação contra HPV segue a recomendação de sociedades médicas brasileiras como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria.
Outra mudança é que, a partir de 2017, meninas que chegaram aos 14 anos sem a vacina também poderão se vacinar.
A vacinação também será estendida a homens que vivem com HIV entre 9 e 26 anos. Antes, só as mulheres com HIV desta faixa etária podiam se vacinar gratuitamente. No caso desse público, o esquema vacinal é de três doses.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vacinas - atualização

Genteeeeee...
Semana passada fui numa aula sobre vacinas. Não estava levando nenhuma fé, pensei que fossem falar a mesma coisa de sempre, mas não! Temos mudanças!

Pra começar, eu queria chamar a atenção de todos para colocar suas vacinas em dia, pois todo mundo só se preocupa com vacinas durante a infância ou quando engravida. Às vezes, quando o governo faz campanha. Confesso que a culpa é nossa, profissionais de saúde. Mas eu me redimi. Desde que fui numa jornada sobre o tema entendi a importância de perdermos 5 minutinhos da consulta para conversar sobre vacinas com nossos pacientes. Na verdade isso não é perder minutos e sim ganhar, concordam?

Atenção MENINOS!!! a vacina para HPV já está disponível.

Falei disso em post anterior, mas quero ressaltar a importância em se vacinar. Meninas também!!! Agora, sabe o que é mais legal? Muitos planos de saúde cobrem a vacina. Alguns reembolsam, outros dão desconto! Não é ótimo??? Para as meninas a vacina se apresenta de duas maneiras, a bivalente e a quadrivalente, já para os meninos só existe a quadrivalente.

Uma coisa que me surpreendeu foi o retorno da Coqueluche no país. Já está presente em vários estados e mesmo que você tenha tomado a vacina na infância, deve se vacinar novamente. Além disso a meningite, que também é uma doença muito perigosa, está forte na Bahia, mas não é exclusividade daquele estado. A vacina que tomamos na adolescência era diferente da atual. Vale vacinar novamente.

Cabe aqui um parágrafo sobre a vacina contra o tétano. Antigamente, para o reforço desta vacina eram administradas três doses com intervalos de 1 ou dois meses, principalmente nas gestantes com vacina anterior há mais de 10 anos. As gestantes que se vacinaram há mais de 5 anos e menos de 10, necessitavam apenas de 1 dose na gestação. Essa recomendação se mantém, mas a anterior mudou. Mesmo as gestantes que se vacinaram há mais de 10 anos só necessitam de 1 dose de reforço, pois é só um reforço, como o nome mesmo diz. Melhor pra nós, porque essa agulhadinha dói, viu?

Procurem seus cartões de vacina (se ainda existirem, eu acho que nunca tive um, mas tenho uma reunião de papéis de comprovantes de vacina, todos juntinhos em algum lugar que não sei onde), conversem com seus médicos que irão lhes indicar as vacinas importantes que devem ser atualizadas, ok?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vacina de HPV para Homens

A notícia já está nos jornais, finalmente! Já saiu a vacina contra HPV em homens.

A vacina Gardasil, do laboratório Merk Sharp & Dohme, que já era utilizada nas mulheres, agora está disponível para homens entre 9 e 26 anos, mas só na rede privada. Ela protege contra as verrugas genitais e espera-se, ainda, que proteja contra o câncer de pênis, ânus e orofaringe, provocados pelo vírus.
Estávamos torcendo para que os homens fossem vacinados porque eles são os principais vetores de lesões causadas por HPV. (agora to torcendo para que a vacina esteja logo disponível no SUS)
Assim como a vacina para mulheres, mesmo quem já teve exposição ao vírus pode se beneficiar para evitar novas infecções.

Daqui a alguns dias haverá um simpósio sobre a vacina e trarei pra vocês mais detalhes, preço, tudinho!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Testes e vacinas para o recém-nascido


mal nascem os bebês e eles já passam por testes

Enquanto o bebe não nasce é natural que a família se interesse em receber alguma orientação sobre o futuro acompanhamento neonatal. Geralmente eu encaminho o casal para uma consulta com o pediatra algumas semanas antes do parto, entretanto coloquei aqui algumas informações importantes, baseadas nas perguntas mais freqüentes que surgem no pré-Natal.

Quanto tempo o bebê permanece na maternidade com a mãe após o nascimento?
Geralmente a mamãe e o bebê recebem alta em até 48h após o parto normal ou cesariana.

Quais as vacinas que ele deve tomar ao nascer?
         Vacinas contra hepatite B e BCG. Algumas vezes o bebê recebe a vacina da hepatite B ainda na maternidade, outras ele a recebe no posto de saúde, como é o caso da BCG.

Que exames são realizados no bebê recém-nascido?
        São três testes: Teste da orelinha, Teste do reflexo vermelho, ambos realizados na maternidade ou no consultório e Teste do Pezinho, realizado nos postos de saúde ou em laboratório particular entre 3 e 7 dias de vida, não devendo passar de 30 dias.

O Teste de Triagem Auditiva (teste da orelinha) visa à detecção precoce da perda (total ou parcial) da audição. Esta perda, se não diagnosticada no início da vida, pode prejudicar o desenvolvimento da criança (principalmente da fala e da linguagem) e alterar seu comportamento. É importante ressaltar que a presença de vérnix ou secreções no canal auditivo, logo depois do nascimento, podem gerar alterações no resultado. Nestes casos o teste deve ser retardado ou repetido. 

O Teste do Reflexo Vermelho visa à detecção precoce da catarata congênita. Deve ser realizado, se possível, antes da alta da maternidade, ou pelo menos dentro da primeira semana de vida.
É um exame simples, realizado pelo pediatra ou neonatologista, utilizando-se um oftalmoscópio direto a uma distância de 20 a 30 cm do olho da criança. O exame é considerado normal quando se visualiza o reflexo vermelho através da pupila. A ausência do reflexo indica opacidade nos meios ópticos que deveriam estar transparentes e a criança deve ser encaminhada para consulta com o oftalmologista para confirmação do diagnóstico. A preocupação com o diagnóstico precoce se deve ao fato do tratamento apresentar melhores resultados quando realizado até o terceiro mês de vida do bebê. Caso esse teste não tenha sido realizado na maternidade, poderá ser feito ambulatorialmente. 

Teste do Pezinho: A triagem prevê o diagnóstico de quatro doenças principais: Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Hemoglobinopatias e Fibrose Cística. Os laboratórios particulares oferecem triagem para outras doenças, solicitadas pelo pediatra (teste ampliado).

Este ano o teste do pezinho completa 10 anos, mas infelizmente

40 mil crianças ainda não realizam esta triagem!!! principalmente na região Norte e Nordeste

(dados da Sociedade Brasileira de Pediatria).

Importante: o Teste do Pezinho é apenas um teste de triagem. Um resultado alterado não implica em diagnóstico definitivo de qualquer uma das doenças, necessitando, de exames confirmatórios.

Um pouco sobre estas doenças:

Fenilcetonúria (PKU) 

É uma doença causada pela ausência ou deficiência de uma enzima, levando ao acúmulo da substância fenilalanina no sangue e, conseqüentemente, a alterações no cérebro que causam atraso do desenvolvimento e retardo mental irreversível. O diagnóstico e início precoce de dieta com baixo teor de fenilalanina (presente em quase todos os alimentos) permitem à criança um desenvolvimento normal.


Hipotireoidismo Congênito (HC) 

O hipotireoidismo congênito é uma doença conseqüente da deficiência do hormônio tireoideano, causada principalmente pela localização anormal da tireóide ou pelo defeito na sua produção hormonal. Não é uma doença hereditária na maioria das vezes, e grande parte dos bebês nasce assintomática, daí a importância da realização universal do teste do pezinho, já que o tratamento deve ser iniciado precocemente (no máximo até a 4ª semana de vida), a fim de evitar alguma lesão neurológica, com prejuízo principalmente para a inteligência.


Doença Falciforme e outras Hemoglobinotopatias

A Doença Falciforme é uma das doenças hereditárias mais comuns, causada por uma alteração da hemoglobina presente nos glóbulos vermelhos do sangue, que diante de certas condições, muda sua forma normal (arredondada) para forma de foice (ou meia lua), daí o nome falciforme. Esse formato dificulta a circulação do sangue, causando obstrução dos vasos sanguíneos e crises de dor, anemia e icterícia (olhos amarelados), além de outros sintomas. Essas crianças são mais suscetíveis a infecções.

O diagnóstico precoce possibilita a prevenção de complicações graves, que consiste na administração de antibiótico, esquema especial de vacinação, suplementação com ácido fólico, além de acompanhamento clínico especializado.

A Anemia Falciforme ocorre quando a criança herda de ambos os pais o gene S da hemoglobina. Quando herda de apenas um dos pais, ela será portadora de Traço Falcêmico e não apresentará a doença, mas poderá transmiti-la para seus filhos.

Existem outras doenças causadas por alteração da hemoglobina.


Fonte: ministério da saúde, portal saúde.gov.br