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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Contracepção na amamentação

Você está com um bebê novinho em casa, cheia de tarefas e fraldas pra trocar, mas não deve se esquecer de que daqui a pouco vai retomar sua vida sexual e terá que escolher um método contraceptivo, a menos que queira encomendar logo mais um herdeiro.

É verdade que quem amamenta tem uma proteção contra gravidez. Uma certa proteção, pois só é válida quando a mulher alimenta seu bebê exclusivamente com seu próprio leite, as mamadas são frequentes e ela ainda não menstruou.

É mentira que quem amamenta não pode usar anticoncepcional. A maioria dos anticoncepcionais hormonais é composta de estrogênio e progesterona. Teoricamente o estrogênio pode reduzir a produção do leite materno, por isso, enquanto a mulher estiver amamentando recomendamos o uso de métodos não hormonais ou anticoncepcionais compostos apenas com progesterona.

Os métodos contraceptivos temporários para quem amamenta são:


  • DIU (dispositivo intra uterino) medicamentoso ou o de cobre
    DIU de cobre 
  • Implante subdérmico 
  • Injeção só com progesterona
  • Pílulas só com progesterona
  • Camisinha
  • Diafragma
  • Espermicida
  • contracepção natural, sem usar nada, se garantindo na ausência de menstruação enquanto há aleitamento exclusivo.

Método contraceptivo definitivo:

  • Laqueadura (ou ligadura) tubárea que pode ser feita por laparotomia (barriga aberta), laparoscopia (por videolaparoscopia, aquela cirurgia onde se acessa o interior do abdome através de furinhos na barriga) ou pelo sistema ESSURE (stents intra tubáreos colocados por histeroscopia)
Essure








Já o Coito interrompido é desaconselhado em qualquer circunstância. A tabelinha é impossível de se fazer enquanto a mulher não retorna à menstruação. 

Só não evita quem não quiser. Estou à disposição para tirar as dúvidas sobre o assunto. 
Beijinhos!




sábado, 4 de junho de 2011

Métodos Contraceptivos Não-Hormonais


Para você que deseja um método contraceptivo não hormonal:

MÉTODOS MAIS COMUNS, HORMONAIS OU NÃO

Eu tentei resumir o máximo que pude. O objetivo é apresentar rapidamente os métodos disponíveis para quem não conhece conversar com seu médico

  • Métodos Comportamentais: Ogino-Knaus (tabelinha), Temperatura, Muco cervical, Sinto-térmico, Colar de contas , Coito Interrompido 

Atenção: Para que os métodos de planejamento familiar baseados na percepção da fertilidade realmente funcionem, ambos os parceiros têm que se empenhar e cooperar para evitar ter relações sexuais sem proteção durante os períodos férteis da mulher. O envolvimento masculino é essencial para que esses métodos funcionem bem
  • Métodos de barreira: Preservativo masculino e feminino, Diafragma, Espermaticida
  • DIU
  • Amenorréia por lactação
  • Esterilização definitiva feminina e masculina


Então vamos lá: 

Preservativo masculino: É um método que, além de evitar a gravidez, reduz o risco de transmissão do HIV e de outros agentes sexualmente transmissíveis.

Para evitar o famoso “ih! A camisinha furou...” veja abaixo os fatores de risco para ruptura ou escape:

Más condições de armazenamento.
Não observação do prazo de validade (de 3 a 5 anos, depende do fabricante)
Lubrificação vaginal insuficiente.
Sexo anal sem lubrificação adequada.
Uso de lubrificantes oleosos (facilita o rompimento)
Presença de ar e/ou ausência de espaço para recolher o esperma na extremidade do preservativo.
Tamanho inadequado do preservativo em relação ao pênis.
Perda de ereção durante o ato sexual.
Retirar o pênis da vagina sem que se segure a base do preservativo.
Uso de dois preservativos (devido à fricção que ocorre entre eles).

Preservativo Feminino: Consiste em um tubo de poliuretano com uma extremidade fechada e a outra aberta, acoplado a dois anéis flexíveis também de poliuretano. O primeiro, que fica solto dentro do tubo, serve para ajudar na inserção e na fixação de preservativo no interior da vagina. O segundo anel constitui o reforço externo do preservativo que, quando corretamente colocado, cobre parte da vulva. O poliuretano, por ser mais resistente do que o látex, pode ser usado com vários tipos de lubrificantes.
Camisinha feminina custa R$ 11.00 e é importada.


Muitas mulheres torcem o nariz para a camisinha feminina, mas este método é muito interessante para a prática de sexo oral na mulher.

Diafragma: Anel flexível de látex ou silicone com camada delgada em forma de cúpula. É inserido na vagina, impedindo contato do sêmen com o colo do útero. Deve ser usado com espermaticida. Necessário profissional treinado para medir o tamanho ideal para cada mulher. Limita-se às mulheres com baixo risco para o HIV e outras DST.

Usuária ideal: Mulheres com conhecimentos de seus órgãos genitais e sem medo de inseri-lo. Custo médio do diafragma: R$ 15.00

Espermaticida: substâncias químicas que recobrem a vagina e o colo do útero, impedindo a penetração dos espermatozóides no canal cervical. Bioquimicamente, imobiliza ou destrói os espermatozóides.

DIU de cobre. É um dispositivo de plástico coberto por cobre introduzido no útero bloqueando a cavidade uterina além de produzir uma reação no endométrio que impede a migração dos espermatozóides e, conseqüentemente, a fecundação. O DIU é uma opção para quem tem contra-indicações aos métodos hormonais ou quem não deseja ou não necessita de tratamento hormonal e deseja contracepção a longo prazo. Não deve ser usado em mulheres sem parceiro fixo, grupo de risco para DST, quem têm cólicas ou menstruações irregulares ou por mulheres que precisem de método hormonal. Há alguns tipos de DIU no mercado. São eles: Multiload Cu 375, Multiload Cu250, T de cobre 200 A e T cobre 380 A, com validade de 10 anos. Você encontra o DIU em lugares especializados como a casa Neiva, no centro da cidade (Rio de janeiro), no CEPEÓ (Tel.: 08000712331) e os preços variam de acordo com o tipo de DIU, de R$45 a 100, em média, não incluído a sua colocação. Seu ginecologista escolhe o tipo adequado para você.

DIU T DE COBRE 380 A

Método da amenorréia lactacional: Mulher amamentando exclusivamente ao seio, duração máxima de seis meses, intervalos entre as mamadas: máximo de três horas; amenorréia (sem estar menstruando).

Esterilização definitiva: feminina - Laqueadura tubárea (cirúrgica e ambulatorial – essure) e masculina: Vasectomia (oclusão do ducto deferente. Consiste em cortar e fechar as extremidades, impedindo a presença de espermatozóides no ejaculado.
VASECTOMIA

LAQUEADURA TUBÁREA

LAQUEADURAAMBULATORIAL


Algumas pílulas, injeções, diafragma, DIU de cobre, preservativos e esterilização definitiva estão disponíveis no SUS

terça-feira, 10 de maio de 2011

ESSURE - uma opção em contracepção definitiva


Você sabia que existe um procedimento para ligar as trompas com a mesma eficácia da cirurgia convencional, mas com a vantagem de dispensar cirurgia?

Eu conheci o Essure quando fiz minha especialização em histeroscopia. Este procedimento está descrito em um capítulo do Tratado de Videoendoscopia Ginecológica, mas naquela época ele só era comercializado na Europa e EUA. Somente há 1 ano (quando chegou ao Rio de Janeiro) tive a oportunidade de conhecer, na prática, este sistema. Foi amor à primeira vista! Imaginem: um procedimento que promove a contracepção definitiva através da ligadura das trompas por meio de micro implantes instalados dentro das tubas (trompas). Tudo isso sem a necessidade de cirurgia, sem internação, sem necessitar repouso, sem cicatrizes e com a mesma eficácia da cirurgia convencional!

Pensei logo em redução de custos hospitalares, de complicações cirúrgicas e anestésicas, na redução do número de indicações de cesariana “só para aproveitar e ligar as trompas” e na redução da fila do SUS.

Porém, quase tudo que é novidade e envolve alta tecnologia envolve um custo alto. Em minha opinião, o custo benefício vale muito à pena, mesmo assim, tenho que admitir que ainda não é accessível à todos.

Em maio de 2010 estive em São Paulo, no Hospital Perola Byngton, quando recebi o treinamento para colocação do Essure. Durante o ano contribuí com a certificação de mais 12 ginecologistas-histeroscopistas no Rio de Janeiro. A situação atual é que alguns hospitais como o HCA (hospital Central da Aeronáutica) já disponibilizam a laqueadura por meio do Essure, alguns (poucos) planos de saúde já autorizam sua realização, mas é só o início de uma trajetória até o Essure estar disponível para todas as mulheres com indicação de contracepção definitiva.

Quer saber mais? leia abaixo:     

O sistema ESSURE envolve a colocação de micro implantes macios e flexíveis nas tubas uterinas criando uma barreira natural e impedindo a gravidez. É realizado através da vídeo-histeroscopia (procedimento que estuda e realiza cirurgias na cavidade uterina) por um médico treinado para sua colocação, e leva cerca de 5 minutos.
Os implantes são feitos de fibras de poliéster, níquel-titânio e aço inoxidável, materiais que tem sido usados em stents cardíacos. A confiabilidade do ESSURE pode ser confirmada após 3 meses da colocação dos implantes através de radiografia da pelve.
                                                                                        
aparelho de histeroscopia, indispensável à colocação do essure