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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Vacinação na Gestação, um bem necessário!

Boa noite, pessoal! Hoje eu vim compartilhar com vocês o que acabo de receber pelos correios: o GUIA PRÁTICO DE VACINAÇÃO DA MULHER 2014, da FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia).



Com a correria do dia-a-dia, entendo que nem sempre dá tempo do ginecologista conversar com sua paciente sobre vacinas. Além disso, geralmente as pessoas só se preocupam com vacina na infância, durante a gestação e em campanhas do governo. Pois existem várias vacinas recomendadas para as diversas fases da vida da mulher e a maioria delas desconhece.

Especialmente na gravidez as mulheres devem ser informadas quanto à importância de algumas vacinas. Como a gestação é uma fase especial na vida da mulher, onde o obstetra deve cuidar de duas vidas, vou dedicar este post a elas, gestantes do Brasil. Atenção às vacinas que devem ser tomadas na gravidez:

Vacina contra HEPATITE B. Se a mulher já não for imune (imune= já tomou as 3 doses antes e comprovou com teste sorológico) ela deve tomar 3 doses da vacina. Gratuitas, no posto de saúde, até 49 anos. Esquema: 3 doses, sendo intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda dose e de 6 meses entre a segunda e a terceira. Pelo menos 2 doses devem ser tomadas na gravidez, se não der tempo de tomar a terceira, esta pode ser tomada durante a amamentação.

Outra vacina importante é a da INFLUENZA, a famosa vacina contra gripe. Essa geralmente tem campanha no inverno, mas ela está disponível gratuitamente nos postos de saúde, durante o ano e devem ser tomadas em dose única. A gratuidade é para gestantes, puérperas até 45 dias (quem acabou de ganhar neném), mulheres com mais de 60 anos ou com doenças crônicas e imunocomprometidas.

Vacina TRÍPLICE BACTERIANA, contra difteria, tétano e pertussis, a dtpa: toda gestante acima de 20 semanas de gestação deve se vacinar. Preferir entre 27 e 36 semanas. Se a mulher já foi vacinada antes, deve fazer só uma dose desta vacina durante a gestação. Se não foi vacinada ou tem esquema incompleto, deve tomar a vacina tríplice bacteriana após 20 semanas de gestação e completar as outras 2 doses com a "dupla", com intervalo de 1 ou 2 meses entre elas e terminando o esquema em até 20 dias antes do parto.

A vacina MENINGOCÓCICA CONJUGADA, está indicada em situações de risco epidêmico e também está disponível no posto de saúde. A contra FEBRE AMARELA é para quem vive ou vai se deslocar para áreas de vacinação. Para quem vive nessas regiões deve fazer o reforço a cada 10 anos. Uma dose. Gratuita no posto de saúde. Segundo o Ministério da Saúde.
No Brasil, os locais de risco são as regiões de matas e rios das seguintes regiões: todos os Estados da Região Norte e Centro-Oeste, bem como parte da Região Nordeste (Estado do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Estado de Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
As pessoas que moram nestas regiões, ou aqueles que irão viajar para estes locais devem tomar a vacina, caso ainda não tenham feito ou o fizeram há mais de dez anos.


Então, minhas gravidinhas lindas, não deixem de se vacinar! Em uma fase tão importante como essa, não se pode dar mole, né?

Um beijo e até o próximo post!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

tá com estômago embrulhado?

Boa parte das gestantes sentem muito enjoo no início da gravidez. É tão comum que tem mulher que acha que algo está errado se não enjoar. Pra mim, elas tem é que agradecer!

Emese gravídica é o quadro de náuseas e vômitos, que se inciam no início da gravidez e terminam até o quarto mês. Geralmente, quem mantem esse quadro após esta época tem algum problema gástrico, como a gastrite, por exemplo. Como se não bastasse só enjoar e, às vezes, chamar o Juca ou o Raul (coitado de quem tem estes nomes..), a persistência e exacerbação do quadro pode levar à desidratação, inapetência, distúrbios nutricionais até com perda de peso. A esse estágio, damos o nome de Hiperemese gravídica.

É difícil saber a causa exata, pois muitas coisas podem estar envolvidas: pode surgir como uma resposta ao HCG (hormônio produzido na gestação-quanto mais HCG, mais náuseas. Não é à toa que as mulheres que estão esperando gêmeos enjoam mais); deficiência de vitamina B6; toxinas produzidas nas vilosidades coriônicas; causa psicossomática. Pois é, existe a associação entre quadros graves de hiperemese e o momento que a gestante está vivendo. Tudo pode influenciar: se foi uma gestação não desejada, se está passando por problemas na vida pessoal, com o parceiro ou qualquer outro familiar, no trabalho, financeiro, enfim, isso não é uma regra e nem foi comprovado através de estudos científicos, mas a maioria das gestantes de bem com a vida, quando enjoam, não evoluem para a hiperemese.

O tratamento da emese se baseia em manter uma alimentação sólida e gelada, de preferência (gelo, picolé de frutas, salada, frutas...) e não ficar muitas horas sem se alimentar (quem enjoa sabe que é mais frequente pela manhã, depois de horas dormindo). Comer de pouquinho em pouquinho, a cada 2 ou 3 horas, sem se preocupar em bater pratão de almoço ou jantar. Além disso, muitas vezes é necessário a ajudinha de uma medicamento anti-emética indicado pelo obstetra. Para quem está apresentando vômitos, o importante é não desidratar. Além da alimentação acima e dos medicamentos, tomar água de coco gelada e isotônicos, como Gatorade, para quem gosta, ajuda muito. Há casos que necessitam de internação, jejum prolongado, hidratação venosa, reposição dos eletrólitos perdidos nos vômitos, até mesmo o uso de medicamentos tranquilizantes.

Uma coisa que ajuda muito as gestantes enjoadas é dormir. Como também é comum a gestante ter um sono quase incontrolável no início, ela pode se aproveitar disso e dormir! Não enjoamos enquanto estamos dormindo. Ai como a natureza é sábia! Bom, dormir é pra quem pode, eu sei, uma preciosidade na rotina da vida moderna. Ah, mas se você está grávida, dá-se um jeito :)


Bom, emese e hiperêmese são intercorrências comuns na gravidez assim como existem muitas outras que eu irei colocando aqui no blog. Só não queria que vocês achassem que engravidar é horrível porque passa por tantas coisas, tantas transformações, enfim. Vê-lá, heim? Acho que a gente pode tirar de letra esses inconvenientes só de pensar no fruto disso tudo.

Até o próximo post! Estou tentando não demorar pra escrever, mas está difícil..
Beijos!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estrias, o mal temido.

Além da preocupação com a saúde do futuro bebê a gente sempre fica de olho no possível e temido surgimento de, ui, estrias, não gosto de nem de falar essa palavra. Logo na primeira consulta minhas gravidinhas  me pedem para prescrever um creme anti estrias. Eu entendo essa ansiedade, mas o que eu espero é que a mulher já se preocupe com isso antes mesmo de engravidar, fazendo atividade física, comendo proteinas, bebendo muita água, hidratando sempre a pele. Não dá para adivinhar quem vai ter ou não estrias, mas elas podem aparecer mais facilmente nas gestantes que nunca se preocuparam em preveni-las e nas que ganham peso exageradamente durante o pré-natal. Hoje em dia há muitas opções de cremes poderosos, mas eles não trabalham sozinhos. Coloquei aqui os hidratantes que escolho na hora de prescrever para as gestantes, mas eu insisto que também é necessário controlar o ganho de peso, ter uma boa alimentação e praticar exercícios (se não houver nenhuma contra-indicação).